Meu chefe chegou de um seminário nos EUA e comentou sobre o assunto, que é bastante interessante. Eu busquei a respeito e resumi pra vocês.
Desde 1971, um cara chamado Leon Chua ja havia inventado esse componente, mas só com o avanço da tecnologia foi possível tornar ele um projeto real. Em parceria com a HP ele tem um projeto de pesquisa pra comercialização do “Memristor”, até então chamado por eles de “Crossbar Latch”. Vejam o esquemático:
Leon afirmou que o memristor - uma junção livre que ele fez dos termos memória e resistor - seria o quarto componente eletrônico fundamental - ao lado do resistor, do capacitor e do indutor - e que ele teria propriedades que não poderiam ser duplicadas por nenhuma combinação desses três outros componentes.
A propriedade mais importante desse novo componente passou a ser conhecida como “memresistência”, o que na prática significa que o memristor é uma memória resistiva, que não perde os dados quando a energia é desligada.
Os memristores são nanofios com 50 nanômetros de largura (a imagem abaixo mostra 17 memristores lado a lado), o que compreende cerca de 150 átomos. Os nanofios são formados por duas camadas de dióxido de titânio conectados a condutores. Quando uma corrente elétrica é aplicada a um deles, a resistência dos outros se altera. É esta alteração que pode ser registrada como um bit, a unidade básica de informação.
A memresistência enquanto fenômeno isolado já foi observada em diversos experimentos ao longo dos últimos 50 anos, mas a prova definitiva de sua existência - a explicação teórica seguida da demonstração prática - não tinha sido encontrada porque, segundo os pesquisadores, a memresistência é mais fácil de ser detectada em componentes construídos em nanoescala.
O elemento-chave para a memresistência é que os átomos do componente precisam mudar de posição quando a tensão elétrica é aplicada, e isso acontece muito mais facilmente em nanoescala.
Sem perda de dados
Se os memresistores construídos pelos cientistas da HP puderem ser fabricados em escala industrial, mantendo todas as características observados nos protótipos de laboratório, poderá estar aberto o caminho para o desenvolvimento de computadores que não perdem dados quando desligados da tomada, em uma solução mais eficiente do que as oferecidas pelas memórias magnéticas.
Para saber mais do MEmristor clique aqui.
Fonte de pesquisa: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=memristor–cientistas-comprovam-existencia-do-quarto-componente-eletronico-fundamental

















